quarta-feira, 23 de maio de 2012

Papa pede respeito pelo descanso dominical

Papa pede respeito pelo descanso dominical

Bento XVI apelou hoje no Vaticano ao respeito pelo domingo como “dia de descanso”, pedindo atenção às necessidades das famílias na sua relação com o mundo do trabalho. O Papa falava perante milhares de peregrinos reunidos na Praça de São Pedro, para a audiência pública desta semana, evocando a celebração, nesta terça-feira, do Dia Internacional das Famílias, promovida pela ONU e dedicada neste ano ao “equilíbrio entre duas questões estreitamente ligadas: a família e o trabalho”. “Este último não deveria colocar obstáculos à família, mas, pelo contrário, sustentá-la e uni-la, ajudá-la a abrir-se à vida e a entrar em relação com a sociedade e com a Igreja”, disse. Bento XVI pediu, nesse contexto, que “o domingo, dia do Senhor e Páscoa da semana, seja dia de descanso e ocasião para reforçar os laços familiares”. [,..]

“A todos saúdo, confiando à Virgem Maria os vossos corações e os vossos passos para que neles se mantenha viva a luz de Deus”, referiu aos peregrinos de língua portuguesa. [...]


Nota do blog Diário da Profecia: “Não por mera coincidência, o que evidencia o entrelaçamento do braço religioso com o político, noticia a Radio Vaticano que a ‘ONU pede condições de trabalho favoráveis às famílias’, de onde se pode destacar: ‘Evocando o tema do próximo Encontro Mundial das Famílias, A família, o Trabalho e a Festa, Ban destaca a necessidade do equilíbrio trabalho-família, ou seja, de ajudar os trabalhadores a sustentarem financeira e emocionalmente suas famílias, contribuindo, ao mesmo tempo, com o desenvolvimento sócio-econômico.’ Mais do que isso, pode ainda ser aproveitado, no contexto, o severo quadro de crise econômica vivido pela Europa, trazendo para o debate político e religioso também o vetor econômico, como a mesma Radio Vaticano noticia em ‘Caritas preocupada com a situação na Europa’. Ainda sobre o destaque do representante da ONU sobre A família, o Trabalho e a Festa, lembramos as considerações de Bento 16 sobre o evento programado para ter início em 29 de maio próximo: ‘Por isso, é necessário promover uma reflexão e um compromisso para conciliar as exigências e os tempos do trabalho com os da família, e a recuperar o verdadeiro sentido da festa, especialmente do domingo, páscoa semanal, dia do Senhor e dia do homem, dia da família, da comunidade e da solidariedade.’ Alguma dúvida sobre se o braço político (ONU) está promovendo ou não o braço religioso (Vaticano)? Maranata!”


Leia também: "Papa apela para uma autoridade política mundial", "Bruxelas sedia conferência sobre lei dominical", "Reforma trabalhista reforça descanso dominical", "Decreto dominical a caminho", "O domingo na Europa e a liberdade religiosa sob ameaça" e "Igreja Católica mudou o descanso do sétimo dia"

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Internet supera TV e jornal




Um estudo inédito realizado pelo IAB Brasil revela que, para o brasileiro, a internet já é o meio de comunicação mais importante. De acordo com a pesquisa, um em cada três brasileiros consome pelo menos duas horas de internet por dia e navega em sites por pelo menos quatro aparelhos diferentes. Comparada ao rádio, à TV e ao jornal, a internet já é a mídia mais consumida, não só em casa, como no trabalho, na escola, em restaurantes, shoppings e reuniões presenciais. Dentre os quase 40% que surfam pelo menos duas horas por dia, somente 25% conseguem gastar o mesmo tempo com a TV. Essa, por sinal, é o meio menos usado entre jovens de 15 a 24 anos. 
O público feminino passou o masculino no quesito preferência e consumo de atividades de mídia. 84% das internautas usa a internet várias vezes ao dia e 65% assiste TV frequentemente enquanto navega na web.  
Em casa, a internet é a mais utilizadas das mídias em todos os períodos do dia: 69% acessam pela manhã, 78% também acessam à tarde e 73% conectam à noite. Apesar do cada vez maior acesso a smartphones e tablets, desktops (77%) e laptops (59%) ainda são as formas mais usadas para acessar a Internet. 
O consumo de mídia em mais de um dispositivo é uma tendência. De acordo com a pesquisa, 66% da audiência online já acessa a internet por mais de dois aparelhos diferentes e 25% dos adultos entre 25 e 34 anos acessa através de quatro ou mais dispositivos. 
O uso do computador em paralelo com outras mídias também é maior. 61% usam um desktop ou laptop para acessar a internet enquanto assiste à TV. Maioria de 65% são mulheres. 
De acordo com a pesquisa, o público online no Brasil é aberto e receptivo à propaganda digital. 36% acha que anúncios na web incomodam menos e são mais sinceros que em outros canais. 44%, no entanto, acreditam que anúncios de TV ainda são mais marcantes que em outras mídias.
O estudo apontou ainda que as redes sociais estão mais presentes nas classes sociais com menos poder aquisitivo e que um terço das pessoas prefere navegar mais do que qualquer outra atividade. Surpreendentemente, esse número inclui também adultos com mais de 55 anos.




domingo, 20 de maio de 2012

Reforma trabalhista reforça descanso dominical

O acordo assinado [no dia 18] entre o governo [português], os patrões e a UGT estabelece a eliminação do descanso compensatório por trabalho suplementar. Ou seja, trabalhar num sábado passará a traduzir-se apenas num acréscimo de remuneração, que não acumula com um dia de descanso. A medida consta da versão final do "Compromisso para o Crescimento, Competitividade e Emprego", e terá "carácter imperativo". Isto é, os patrões deixarão de ter a opção de escolher entre as duas formas de compensação. Na prática, isso significa que os empregados poderão ser chamados a trabalhar seis dias por semana, até um máximo de 25 vezes no ano (Diário de Notícias).

"Com os bancos de horas agora aprovados, vai ser possível trabalhar até 25 sábados por ano. Se um ano tem apenas 52 sábados e se contarmos com os sábados das férias, concluímos que o descanso no domingo é o único dia que fica garantido", disse à Lusa o secretário geral da CGTP, Carvalho da Silva (Diário de Notícias).

O governo de Portugal e sindicatos fecharam [na terça-feira 17] um acordo sobre um pacote de reformas trabalhistas sob os termos de um plano de resgate econômico patrocinado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) e a União Europeia (UE).

Para obter o apoio da União Geral de Trabalhadores (UGT), uma das maiores centrais sindicais, o governo derrubou uma de suas principais propostas: o aumento de oito para oito horas e meia da jornada de trabalho.

Entre outras medidas, o acordo encurta o período de férias de 25 para 22 dias por ano e elimina quatro feriados nacionais, dois religiosos e dois civis. Além disso, flexibiliza a maneira como as empresas administram as horas extras dos funcionários. Também aumentou de 200 para 250 o limite de horas extras quando a negociação é feita por convenção coletiva. [...]

O primeiro-ministro Pedro Passos Coelho celebrou o acordo, dizendo que “temos hoje uma importante coligação social” em Portugal. Ele agradeceu “a todos aqueles que saem da sua zona de conforto” e encontraram “a abertura necessária” para o acordo. Já o sindicalista Arménio Carlos, da CGTP, disse que o acordo é um “retorno ao feudalismo” que aumentará a a desigualdade e a pobreza” no país.

Portugal é um dos países mais afetados pela crise da dívida na Europa e vem adotando medidas de austeridade para receber um socorro de 78 bilhões de euros (Valor Econômico).

Nota do blog Minuto Profético: "Os sindicatos serão um dos instrumentos que trarão sobre a Terra um tempo de angústia tal como nunca houve desde o princípio do mundo" (Ellen White, Eventos Finais, p. 116).

O tempo de angústia mencionado no texto acima é o de Daniel 12:1. Portanto, a atual crise econômica e todas as "reformas trabalhistas" que forem surgindo ao redor do mundo daqui para frente também evidenciam que a crise final está às portas...

Em tempo: "Após Portugal, agora é a vez de Espanha, França e Itália impulsionarem por profunda flexibilização do mercado de trabalho, alegando que isso é essencial para evitar ainda mais desemprego em meio à deterioração econômica" (Valor Econômico).

"Tanto no Velho como no Novo Mundo o papado receberá homenagem pela honra prestada à instituição do domingo, que repousa unicamente na autoridade da Igreja de Roma" (Ellen White, O Grande Conflito, p. 579).

"A história se repetirá. A religião falsa será exaltada. O primeiro dia da semana, um dia comum de trabalho que não possui santidade alguma, será estabelecido como o foi a estátua de Babilônia. A todas as nações, línguas e povos se ordenará que venerem esse sábado falso" (Eventos Finais, p. 134, 135).

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Pensar em Deus diminui ansiedade ao se cometer erros

Estudo publicado na revista Psychological Science mostra que pensar em Deus reduz o estresse que as pessoas vivenciam ao cometer erros. As informações são do EurekAlert!. Os pesquisadores mediram as ondas cerebrais em uma situação específica - a reação das pessoas ao saber que cometeram erros em um teste. Aqueles que foram preparados com pensamentos religiosos tiveram uma resposta menos proeminente do que aqueles que não os receberam. “Cerca de 85% da humanidade têm algum tipo de crença religiosa”, afirma Michael Inzlicht, que conduziu o estudo ao lado de Alexa Tullett. Ambos são da Universidade de Toronto Scarborough. Os pesquisadores mostraram que, quando as pessoas pensam em religião e em Deus, o cérebro delas responde de uma forma diferente - elas reagem com menos sofrimento e ansiedade após cometerem erros.

Antes de passar por um teste de computador com alto índice de erros, parte dos participantes tinha escrito sobre religião, ou completado um jogo de palavras-cruzadas com termos relacionados a Deus. Os exames mostraram que a atividade cerebral desses voluntários era reduzida no córtex cingulado anterior, área associada à excitação e que gera um alerta quando as coisas dão errado.

O curioso é que ateus reagiram de forma diferente: quando eram estimulados a pensar em assuntos relacionados a Deus, a atividade do córtex cingulado anterior deles aumentava. Os pesquisadores sugerem que, para pessoas religiosas, pensar em Deus pode fornecer uma maneira de ordenar o mundo e explicar eventos aparentemente aleatórios, o que reduz a angústia. Em contrapartida, para os ateus, os pensamentos sobre Deus podem contradizer o sistema de significados abraçado por eles e, assim, causar-lhes ainda mais sofrimento.

“Pensar em religião traz calma quando se está em um incêndio e torna as pessoas menos angustiadas ao cometerem um erro”, diz Inzlicht. Segundo ele, há evidência de que pessoas religiosas vivem mais tempo e tendem a ser mais felizes e saudáveis, mas ainda faltam conclusões mais precisas.

Os ateus, no entanto, não devem se desesperar. Os pesquisadores acreditam que a redução do sofrimento pode ocorrer não apenas quando se pensa na religião, mas quando se fornece qualquer tipo de estrutura para compreender o mundo. Portanto, os ateus poderiam ter se saído melhor no estudo se tivessem sido estimulados a pensar em suas próprias crenças antes de fazer o teste.

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Que viram em tua casa?

O texto de hoje tem uma aplicação interessante de um antigo relato bíblico. O que os “outros” estão vendo em nossa casa?
O rei Ezequias havia adoecido de uma enfermidade grave, mas o Senhor ouvira sua prece e lhe tinha restaurado a saúde. Ao lhe anunciar Isaías que o rei seria o objeto da graça divina, deu-lhe também um sinal: a sombra lançada pelo sol retrocederia dez graus no relógio do palácio. A verdadeira natureza desse prodígio nos escapa, mas aparentemente o fenômeno foi observado na Mesopotâmia distante. Merodaque-Baladã, rei da Babilônia, mandou uma embaixada congratular Ezequias por haver convalescido. Agora, percebe-se que Merodaque Baladã tinha segundas intenções, e seu objetivo principal era alistar Ezequias como aliano em sua oposição à Assíria.
Lisonjeado com a vinda dos mensageiros, Ezequias não hesitou em lhes mostrar todos os seus tesouros e todo o seu arsenal de guerra. Sem o saber, Ezequias estava sendo submetido a um teste; e falhou redondamente. Diz o cronista: “Deus o desamparou, para prova-lo e fazê-lo conhecer tudo o que lhe estava no coração” (II Crônicas 32:31).
A nós também é feita a pergunta pelo mensageiro celeste: estes visitantes que acabam de sair, “que viram em tua casa?”
As casas podem ser divididas em três classes. Primeira: casa em que só se veem coisas: o rico mobiliário, as cortinas vistosas, a prataria impressionante. Tais casas são verdadeiros museus, pouco mais do que isto. Segunda: casas que se veem pessoas. Um chefe de família prepotente ou afável; uma dona de casa prendada ou vaidosa; crianças, que por vezes, dominam o ambiente como pequenos tiranos ou verdadeiros ídolos. E, finalmente, casas nas quais o visitante é impressionado não por coisas ou pessoas, mas pelo clima de paz e piedade que ali reina. São casas de onde o visitante sai reconfortado em sua fé, porque ali respirou a atmosfera do céu.
Numa certa ocasião, os gregos que visitavam Jerusalém se dirigiram a um dos discípulos com um pedido urgente: “Senhor, queremos ver a Jesus” (João 12:21). É possível que, quem nos visite, no íntimo nutra o desejo de “ver a Jesus”. Haveremos de desapontá-lo?
Ezequias perdeu uma magnífica oportunidade de testificar a favor do Deus que lhe concedera uma grande bênção. Cometeremos nós o mesmo erro?
“Que viram em tua casa?”
(Siegfrid J. Schwantes)

15 motivos para orar

 
1 – Para buscar a face do Senhor e conhece-Lo melhor (Salmo 27:8)
2 – Para não olhar para os problemas, e sim para o Senhor (Salmo 121:1)
3 – Para falar com Deus (I Pedro 3:12)
4 – Para se derramar diante dEle (Salmo 142:1-2)
5 – Para apresentar seus pedidos a Deus (Mateus 21:22)
6 – Para ouvir a Deus (Provérbios 8:34)
7 – Para se libertar do sofrimento (Tiago 5:13)
8 – Para resistir a tentação (Mateus 26:41)
9 – Para ser resgatado na angústia (Salmo 107:19)
10 – Para receber a recompensa do Senhor (Mateus 6:6)
11 – Para resistir ao mal (Efésios 6:13)
12 – Para ter alegria (João 16:24)
13 – Para achegar-se a Deus (Isaías 64:7)
14 – Para receber cura emocional (Tiago 5:13)
15 – Para ter paz (Filipenses 4:6-7)
E se você gosta de orar, uma dica final: participe do projeto mundial de oração intercessora. Uns orando pelos outros. Conheça o OROPORVOCE.COM Deixe lá os seus pedidos e ore pelos demais.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Quando a internet vira vício

A edição de segunda-feira, 5, do Link [do jornal Estadão] traz uma pergunta com o tema: A internet está atrapalhando a capacidade de concentração dos jovens ou está deixando essa geração digital mais inteligente que a anterior? Independentemente da resposta, o fato é que todos - crianças, jovens e adultos - passam cada vez mais tempo de seu dia na internet. Como saber quando essa intensa relação com a web deixa de ser saudável e passa a atrapalhar nossa vida, virando dependência? O psicólogo Cristiano Nabuco de Abreu, criador do Centro de Dependência em Internet do Hospital das Clínicas, fala sobre a diferença entre aqueles que usam de forma intensa a internet e aqueles que já viraram dependentes.

Há alguma quantidade de tempo que determina se uma pessoa é uma dependente da internet?

Não, não há. As pessoas me falam “eu passo oito horas por dia navegando, estou viciada?”. Isso não é um critério. As pessoas trabalham, pesquisam e estudam pela internet e por isso precisam passar essa carga de horário conectadas. O que determina se uma pessoa é dependente é quando ela acaba preferindo desenvolver atividades na vida virtual em vez de atividades na vida real.

Como a internet age no cérebro de uma pessoa, de modo que ela se torna dependente?

Não posso falar com muita profundidade desse tema. Sou psicólogo e no Centro nós abordamos os aspectos psicológicos da doença, não os biológicos. Mas claro que me informo sobre o tema. O que se sabe é que do ponto de vista de alteração da neuroquímica existem apenas um ou dois artigos que vão explicar que após nove minutos que uma pessoa está jogando na web, o corpo libera dopamina, um neurotransmissor que faz com que você tenha uma renovada vontade de jogar.

E o que a dependência pode acarretar na vida dessas pessoas?

Além de todos os problemas pessoais que um vício traz, como piora no desempenho escolar e no trabalho, brigas com pais, amigos e namorados, um problema é que a pessoa acaba perdendo a noção do que é real e do que é virtual. Estudando neurociência a gente descobre que as vias neurais que são ativadas quando a gente vivencia algo e quando a gente pensa sobre isso, são muito semelhantes. Então o cérebro não tem como diferenciar o que é imaginado do que é vivido. Por isso ocorre essa confusão entre o que acontece na web e o que acontece na vida real.

Os jovens estão mais suscetíveis à dependência em internet?

Sim. A dependência acontece na população mais adolescente, pois a maturação cerebral, ou seja, um cérebro totalmente desenvolvido, se daria só após os 21 anos. Então essa região onde a nossa testa está localizada, que é chamada de córtex pré frontal, é a sede do pensamento, a sede dos controles dos impulsos. Os jovens ainda não têm essa região plenamente amadurecida, por isso essa população está mais suscetível a essa dependência.

Já tem como dimensionar o problema do vício na internet na sociedade?

Não há um consenso internacional, pois os critérios de cada instituição para verificar isso mudam, mas a estimativa é que 10% dos usuários de internet são dependentes.