segunda-feira, 30 de abril de 2012

Que viram em tua casa?

O texto de hoje tem uma aplicação interessante de um antigo relato bíblico. O que os “outros” estão vendo em nossa casa?
O rei Ezequias havia adoecido de uma enfermidade grave, mas o Senhor ouvira sua prece e lhe tinha restaurado a saúde. Ao lhe anunciar Isaías que o rei seria o objeto da graça divina, deu-lhe também um sinal: a sombra lançada pelo sol retrocederia dez graus no relógio do palácio. A verdadeira natureza desse prodígio nos escapa, mas aparentemente o fenômeno foi observado na Mesopotâmia distante. Merodaque-Baladã, rei da Babilônia, mandou uma embaixada congratular Ezequias por haver convalescido. Agora, percebe-se que Merodaque Baladã tinha segundas intenções, e seu objetivo principal era alistar Ezequias como aliano em sua oposição à Assíria.
Lisonjeado com a vinda dos mensageiros, Ezequias não hesitou em lhes mostrar todos os seus tesouros e todo o seu arsenal de guerra. Sem o saber, Ezequias estava sendo submetido a um teste; e falhou redondamente. Diz o cronista: “Deus o desamparou, para prova-lo e fazê-lo conhecer tudo o que lhe estava no coração” (II Crônicas 32:31).
A nós também é feita a pergunta pelo mensageiro celeste: estes visitantes que acabam de sair, “que viram em tua casa?”
As casas podem ser divididas em três classes. Primeira: casa em que só se veem coisas: o rico mobiliário, as cortinas vistosas, a prataria impressionante. Tais casas são verdadeiros museus, pouco mais do que isto. Segunda: casas que se veem pessoas. Um chefe de família prepotente ou afável; uma dona de casa prendada ou vaidosa; crianças, que por vezes, dominam o ambiente como pequenos tiranos ou verdadeiros ídolos. E, finalmente, casas nas quais o visitante é impressionado não por coisas ou pessoas, mas pelo clima de paz e piedade que ali reina. São casas de onde o visitante sai reconfortado em sua fé, porque ali respirou a atmosfera do céu.
Numa certa ocasião, os gregos que visitavam Jerusalém se dirigiram a um dos discípulos com um pedido urgente: “Senhor, queremos ver a Jesus” (João 12:21). É possível que, quem nos visite, no íntimo nutra o desejo de “ver a Jesus”. Haveremos de desapontá-lo?
Ezequias perdeu uma magnífica oportunidade de testificar a favor do Deus que lhe concedera uma grande bênção. Cometeremos nós o mesmo erro?
“Que viram em tua casa?”
(Siegfrid J. Schwantes)

15 motivos para orar

 
1 – Para buscar a face do Senhor e conhece-Lo melhor (Salmo 27:8)
2 – Para não olhar para os problemas, e sim para o Senhor (Salmo 121:1)
3 – Para falar com Deus (I Pedro 3:12)
4 – Para se derramar diante dEle (Salmo 142:1-2)
5 – Para apresentar seus pedidos a Deus (Mateus 21:22)
6 – Para ouvir a Deus (Provérbios 8:34)
7 – Para se libertar do sofrimento (Tiago 5:13)
8 – Para resistir a tentação (Mateus 26:41)
9 – Para ser resgatado na angústia (Salmo 107:19)
10 – Para receber a recompensa do Senhor (Mateus 6:6)
11 – Para resistir ao mal (Efésios 6:13)
12 – Para ter alegria (João 16:24)
13 – Para achegar-se a Deus (Isaías 64:7)
14 – Para receber cura emocional (Tiago 5:13)
15 – Para ter paz (Filipenses 4:6-7)
E se você gosta de orar, uma dica final: participe do projeto mundial de oração intercessora. Uns orando pelos outros. Conheça o OROPORVOCE.COM Deixe lá os seus pedidos e ore pelos demais.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Quando a internet vira vício

A edição de segunda-feira, 5, do Link [do jornal Estadão] traz uma pergunta com o tema: A internet está atrapalhando a capacidade de concentração dos jovens ou está deixando essa geração digital mais inteligente que a anterior? Independentemente da resposta, o fato é que todos - crianças, jovens e adultos - passam cada vez mais tempo de seu dia na internet. Como saber quando essa intensa relação com a web deixa de ser saudável e passa a atrapalhar nossa vida, virando dependência? O psicólogo Cristiano Nabuco de Abreu, criador do Centro de Dependência em Internet do Hospital das Clínicas, fala sobre a diferença entre aqueles que usam de forma intensa a internet e aqueles que já viraram dependentes.

Há alguma quantidade de tempo que determina se uma pessoa é uma dependente da internet?

Não, não há. As pessoas me falam “eu passo oito horas por dia navegando, estou viciada?”. Isso não é um critério. As pessoas trabalham, pesquisam e estudam pela internet e por isso precisam passar essa carga de horário conectadas. O que determina se uma pessoa é dependente é quando ela acaba preferindo desenvolver atividades na vida virtual em vez de atividades na vida real.

Como a internet age no cérebro de uma pessoa, de modo que ela se torna dependente?

Não posso falar com muita profundidade desse tema. Sou psicólogo e no Centro nós abordamos os aspectos psicológicos da doença, não os biológicos. Mas claro que me informo sobre o tema. O que se sabe é que do ponto de vista de alteração da neuroquímica existem apenas um ou dois artigos que vão explicar que após nove minutos que uma pessoa está jogando na web, o corpo libera dopamina, um neurotransmissor que faz com que você tenha uma renovada vontade de jogar.

E o que a dependência pode acarretar na vida dessas pessoas?

Além de todos os problemas pessoais que um vício traz, como piora no desempenho escolar e no trabalho, brigas com pais, amigos e namorados, um problema é que a pessoa acaba perdendo a noção do que é real e do que é virtual. Estudando neurociência a gente descobre que as vias neurais que são ativadas quando a gente vivencia algo e quando a gente pensa sobre isso, são muito semelhantes. Então o cérebro não tem como diferenciar o que é imaginado do que é vivido. Por isso ocorre essa confusão entre o que acontece na web e o que acontece na vida real.

Os jovens estão mais suscetíveis à dependência em internet?

Sim. A dependência acontece na população mais adolescente, pois a maturação cerebral, ou seja, um cérebro totalmente desenvolvido, se daria só após os 21 anos. Então essa região onde a nossa testa está localizada, que é chamada de córtex pré frontal, é a sede do pensamento, a sede dos controles dos impulsos. Os jovens ainda não têm essa região plenamente amadurecida, por isso essa população está mais suscetível a essa dependência.

Já tem como dimensionar o problema do vício na internet na sociedade?

Não há um consenso internacional, pois os critérios de cada instituição para verificar isso mudam, mas a estimativa é que 10% dos usuários de internet são dependentes.

terça-feira, 17 de abril de 2012

Li toda a Bíblia em um mês

Quando menino, me apaixonei pela Bíblia. Aos 13 anos consegui ler toda ela em apenas um mês. Leituras de capa a capa foram muitas. Parei de contar depois da vigésima. Nos últimos anos tenho lido a Bíblia em diferentes versões e em cada página é possível encontrar facetas antes não percebidas do grande amor de Deus.
Fiquei encantado com a versão A Mensagem. Oportunamente vou escrever sobre ela. Hoje quero destacar a Bíblia Cronológica, que estou lendo neste ano. Sem dúvida, uma excelente opção para quem quer os assuntos organizados de forma histórica e progressiva.
A primeira grande contribuição para facilitar a compreensão da Bíblia foi do cardeal Caro, em 1236. Foi ele quem dividiu a Bíblia em capítulos. Bem mais tarde, em 1551, depois da invenção da imprensa, Robert Stephen dividiu a Bíblia em versículos.
Agora, organizar a Bíblia cronologicamente é missão quase impossível. “Não existe probabilidade de dois estudiosos elaborarem duas cronologias idênticas da Bíblia. Não há consenso sobre a duração do período dos juízes, a época dos reis, a disposição dos salmos”, explicam os editores da Bíblia Cronológica.
Veja que interessante: O primeiro verso é João 1:1. Depois vem o Salmo 90:2 e, em seguida, Gênesis 1:1. Segundo a cronologia adotada, o primeiro dia da criação aconteceu em 3.976 antes de Cristo. A primeira praga no Egito foi no dia 8 de março de 1.463 antes de Cristo. Os textos proféticos são mesclados com o respectivo cumprimento. Logo no começo do Gênesis você lê Jó. As cartas de Paulo foram ordenadas pela data em que foram escritas. Os evangelhos formam um assunto só, com todos os textos correlatos. Ah, o livro termina com o Apocalipse.
A Bíblia Cronológica está na Nova Versão Internacional, da Editora Vida. Não estou aqui para fazer propaganda do livro nem defender esta ou aquela versão. O objetivo deste post é mostrar a você que a Bíblia é fascinante, sob qualquer versão, seja a de João Ferreira de Almeida ou a de Edward Reese, da Cronológica.
Você já leu a Bíblia hoje? Se você ler de três a quatro capítulos diariamente, em um ano terá lido completamente os 66 livros. Aliás, na próxima semana começa um projeto mundial de leitura da Bíblia. Um capítulo por dia. Até julho de 2015 e o livro sagrado terá sido todo lido. Clique aqui e veja detalhes desse projeto. Envolva-se. Sejam, 1, 2, 3, 4 capítulos por dia, não importa. O que vale é, preferencialmente, começar bem o dia com a Palavra de Deus na mão. Daí ela vai para o coração e você estará fortalecido para enfrentar os embates diários da vida.
Leia a Bíblia e seja feliz!!

Posição da Igreja Adventista quanto ao aborto

Os adventistas desejam lidar com a questão do aborto de formas que revelem fé em Deus como Criador e Mantenedor de toda a vida e de maneiras que reflitam a responsabilidade e a liberdade cristãs. Embora haja diferença de pensamento sobre o aborto entre os adventistas, o texto abaixo representa uma tentativa de prover orientações quanto a uma série de princípios e temas. As orientações estão fundamentadas nos amplos princípios bíblicos, apresentados para estudo no fim deste documento.
1. O ideal de Deus para os seres humanos atesta a santidade da vida humana, criada à imagem de Deus, e exige o respeito pela vida pré-natal. Contudo, as decisões sobre a vida devem ser feitas no contexto de um mundo caído. O aborto nunca é um ato de pequenas consequências morais. Assim, a vida pré-natal nunca deve ser irrefletidamente destruída. O aborto somente deveria ser praticado por motivos muito sérios.
2. O aborto é um dos trágicos dilemas da degradação humana. As atitudes condenatórias são impróprias para os que aceitaram o evangelho. Os cristãos são comissionados a se tornar uma comunidade de fé amorosa e carinhosa, auxiliando as pessoas em crise ao considerarem as alternativas.
3. De forma prática e tangível, a igreja, como uma comunidade de apoio, deve expressar seu compromisso de valorizar a vida humana. Isso deve incluir:
a. O fortalecimento do relacionamento familiar.
b. Instrução de ambos os sexos quanto aos princípios cristãos da sexualidade humana.
c. Ênfase na responsabilidade do homem e da mulher no planejamento familiar.
d. Apelo a ambos para que sejam responsáveis pelas consequências dos comportamentos incoerentes com os princípios cristãos.
e. Criação de um clima seguro para o desenvolvimento de discussões sobre as questões morais associadas ao aborto.
f. Apoio e assistência a mulheres que decidiram prosseguir com uma gravidez problemática.
g. Incentivo e ajuda para que o pai participe com responsabilidade na tarefa de cuidar de seus filhos.
A igreja deve também se comprometer a mitigar os lamentáveis fatores sociais, econômicos e psicológicos que possam levar ao aborto e a cuidar de forma redentiva dos que sofrem as consequências de decisões individuais nessa área.
4. A igreja não deve servir como consciência para os indivíduos; contudo, ela deve oferecer orientação moral. O aborto por motivo de controle natalício, escolha do sexo ou conveniência não é aprovado pela igreja. Contudo, as mulheres, às vezes, podem se deparar com circunstâncias excepcionais que apresentam graves dilemas morais ou médicos, como: ameaça significativa à vida da mulher gestante, sérios riscos à sua saúde, defeitos congênitos graves cuidadosamente diagnosticados no feto e gravidez resultante de estupro ou incesto. A decisão final quanto a interromper ou não a gravidez deve ser feita pela mulher grávida após e devido aconselhamento. Ela deve ser auxiliada em sua decisão por meio de informação precisa, princípios bíblicos e a orientação do Espírito Santo. Por outro lado, essa decisão é mais bem tomada dentro de um contexto saudável de relacionamento familiar.
5. Os cristãos reconhecem que sua primeira e principal responsabilidade é para com Deus. Buscam o equilíbrio entre o exercício da liberdade individual e sua responsabilidade para com a comunidade da fé, a sociedade como um todo e suas leis. Eles fazem sua escolha em conformidade com a Escritura e as leis de Deus em vez de com as normas da sociedade. Assim, qualquer tentativa de obrigar as mulheres, quer a manter ou a interromper a gravidez, deve ser rejeitada como violação à liberdade pessoal.
6. As instituições da igreja devem receber orientações para desenvolver suas próprias normas institucionais em harmonia com este documento. Pessoas que tenham objeções éticas ou religiosas ao aborto não deveriam ser solicitadas a participar na realização do mesmo.
7. Os membros da igreja devem ser incentivados a participar no desenvolvimento das considerações de suas responsabilidades morais com respeito ao aborto à luz do ensino das Escrituras.
Princípios para uma visão cristã da vida
Introdução
“E a vida eterna é esta: que Te conheçam a Ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste” (João 17:3). Em Cristo há a promessa da vida eterna, mas, uma vez que a vida humana é mortal, os seres humanos são confrontados com temas difíceis com relação à vida e à morte. Os seguintes princípios referem-se à pessoa como um todo (corpo, alma e espírito), um todo indivisível (Gn 1:7; 1Ts 5:23).
Vida: nossa dádiva valiosa de Deus
1. Deus é a Fonte, o Doador e o Mantenedor de toda a vida (At 17:25 e 28; Jó 33:4; Gn 1:30; 2:7; Sl 36:9; Jo 1:3, 4).
2. A vida humana tem valor único, pois os seres humanos, embora caídos, são criados à imagem de Deus (Gn 1:27; Rm 3:23; 1Jo 2:2; 3:2; Jo 1:29; 1Pe 1:18, 19).
3. Deus valoriza a vida humana não por causa das realizações ou contribuições humanas, mas porque somos criaturas de Deus e objeto de Seu amor redentor (Rm 5:6, 8; Ef 2:2-6; 1Tm 1:15; Tt 3:4, 5; Mt 5:43-48; Ef 2:4-9; Jo 1:3; 10:10).
Vida: nossa resposta ao dom de Deus
4. Valiosa como é, a vida humana não é a única e última preocupação. O sacrifício próprio em devoção a Deus e aos Seus princípios pode tomar a precedência sobre a vida (Ap 12:11; 1Co 13).
5. Deus nos chama para a proteção da vida humana, e responsabiliza a humanidade por sua destruição (Êx 20:13; Ap 21:8; Êx 23:7; Dt 24:16; Pv 6:16, 17; Jr 7:3-34; Mq 6:7; Gn 9:5, 6).
6. Deus está especialmente preocupado com a proteção do fraco, indefeso e oprimido (Sl 82:3,4; Tg 1:27; Mq 6:8; At 20:35; Pv 24:11,12; Lc 1:52-54).
7. O amor cristão (agape) é a valiosa dedicação de nossa vida para elevar a vida de outros. O amor também respeita a dignidade pessoal e não tolera a opressão de uma pessoa para apoiar o comportamento abusivo de outra (Mc 16:21; Fp 2:1-11; 1Jo 3:16; 4:8-11; Mt 22:39; Jo 18: 22, 23; 13:34).
8. A comunidade crente é chamada a demonstrar o amor cristão de maneira tangível, prática e substancial. Deus nos chama a restaurar gentilmente os quebrantados (Gl 6:1, 2; 1Jo 3:17, 18; Mt 1:23; Fp 2:1-11; Jo 8:2-11; Rm 8:1-14; Mt 7:1, 2; 12:20; Is 40:42; 62:2-4).
Vida: nosso direito e responsabilidade de decidir
9. Deus dá à humanidade a liberdade de escolha, mesmo que isso conduza ao abuso e a consequências trágicas. Sua relutância em forçar a obediência humana requereu o sacrifício de Seu Filho. Ele nos manda usar Seus dons de acordo com Sua vontade e finalmente julgará seu mau uso (Dt 30:19, 20; Gn 3; 1Pd 2:24; Rm 3:5, 6; 6:1, 2; Gl 5:13).
10. Deus convida cada um de nós individualmente a fazer decisões morais e a buscar nas Escrituras os princípios bíblicos que fundamentam tais escolhas (Jo 5:39; At 17:11; 1Pd 2:9; Rm 7:13-25).
11. Decisões sobre a vida humana, do início ao fim, devem ser tomadas no contexto de relacionamentos familiares saudáveis, com o apoio da comunidade de fé (Êx 20:12; Ef 5:6, 12). As decisões humanas devem ser sempre centralizadas na busca da vontade de Deus (Rm 12:2; Ef 6:6; Lc 22:42).
1. Aborto, conforme compreendido neste documento, é definido como qualquer ação que vise a pôr fim a uma gravidez já estabelecida. É diferente do controle de natalidade, que é a intenção de impedir a gravidez.
2. A perspectiva fundamental dessas orientações foi extraída de um extenso estudo da Escritura, conforme demonstrado nos “Princípios para uma Visão Cristã da Vida Humana”, incluídos neste documento.
(Essas orientações foram aprovadas e votadas pela Comissão Executiva da Associação Geral em 12 de outubro de 1992, durante o Concílio Anual realizado em Silver Spring, Maryland, EUA.)