quarta-feira, 23 de maio de 2012

Papa pede respeito pelo descanso dominical

Papa pede respeito pelo descanso dominical

Bento XVI apelou hoje no Vaticano ao respeito pelo domingo como “dia de descanso”, pedindo atenção às necessidades das famílias na sua relação com o mundo do trabalho. O Papa falava perante milhares de peregrinos reunidos na Praça de São Pedro, para a audiência pública desta semana, evocando a celebração, nesta terça-feira, do Dia Internacional das Famílias, promovida pela ONU e dedicada neste ano ao “equilíbrio entre duas questões estreitamente ligadas: a família e o trabalho”. “Este último não deveria colocar obstáculos à família, mas, pelo contrário, sustentá-la e uni-la, ajudá-la a abrir-se à vida e a entrar em relação com a sociedade e com a Igreja”, disse. Bento XVI pediu, nesse contexto, que “o domingo, dia do Senhor e Páscoa da semana, seja dia de descanso e ocasião para reforçar os laços familiares”. [,..]

“A todos saúdo, confiando à Virgem Maria os vossos corações e os vossos passos para que neles se mantenha viva a luz de Deus”, referiu aos peregrinos de língua portuguesa. [...]


Nota do blog Diário da Profecia: “Não por mera coincidência, o que evidencia o entrelaçamento do braço religioso com o político, noticia a Radio Vaticano que a ‘ONU pede condições de trabalho favoráveis às famílias’, de onde se pode destacar: ‘Evocando o tema do próximo Encontro Mundial das Famílias, A família, o Trabalho e a Festa, Ban destaca a necessidade do equilíbrio trabalho-família, ou seja, de ajudar os trabalhadores a sustentarem financeira e emocionalmente suas famílias, contribuindo, ao mesmo tempo, com o desenvolvimento sócio-econômico.’ Mais do que isso, pode ainda ser aproveitado, no contexto, o severo quadro de crise econômica vivido pela Europa, trazendo para o debate político e religioso também o vetor econômico, como a mesma Radio Vaticano noticia em ‘Caritas preocupada com a situação na Europa’. Ainda sobre o destaque do representante da ONU sobre A família, o Trabalho e a Festa, lembramos as considerações de Bento 16 sobre o evento programado para ter início em 29 de maio próximo: ‘Por isso, é necessário promover uma reflexão e um compromisso para conciliar as exigências e os tempos do trabalho com os da família, e a recuperar o verdadeiro sentido da festa, especialmente do domingo, páscoa semanal, dia do Senhor e dia do homem, dia da família, da comunidade e da solidariedade.’ Alguma dúvida sobre se o braço político (ONU) está promovendo ou não o braço religioso (Vaticano)? Maranata!”


Leia também: "Papa apela para uma autoridade política mundial", "Bruxelas sedia conferência sobre lei dominical", "Reforma trabalhista reforça descanso dominical", "Decreto dominical a caminho", "O domingo na Europa e a liberdade religiosa sob ameaça" e "Igreja Católica mudou o descanso do sétimo dia"

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Internet supera TV e jornal




Um estudo inédito realizado pelo IAB Brasil revela que, para o brasileiro, a internet já é o meio de comunicação mais importante. De acordo com a pesquisa, um em cada três brasileiros consome pelo menos duas horas de internet por dia e navega em sites por pelo menos quatro aparelhos diferentes. Comparada ao rádio, à TV e ao jornal, a internet já é a mídia mais consumida, não só em casa, como no trabalho, na escola, em restaurantes, shoppings e reuniões presenciais. Dentre os quase 40% que surfam pelo menos duas horas por dia, somente 25% conseguem gastar o mesmo tempo com a TV. Essa, por sinal, é o meio menos usado entre jovens de 15 a 24 anos. 
O público feminino passou o masculino no quesito preferência e consumo de atividades de mídia. 84% das internautas usa a internet várias vezes ao dia e 65% assiste TV frequentemente enquanto navega na web.  
Em casa, a internet é a mais utilizadas das mídias em todos os períodos do dia: 69% acessam pela manhã, 78% também acessam à tarde e 73% conectam à noite. Apesar do cada vez maior acesso a smartphones e tablets, desktops (77%) e laptops (59%) ainda são as formas mais usadas para acessar a Internet. 
O consumo de mídia em mais de um dispositivo é uma tendência. De acordo com a pesquisa, 66% da audiência online já acessa a internet por mais de dois aparelhos diferentes e 25% dos adultos entre 25 e 34 anos acessa através de quatro ou mais dispositivos. 
O uso do computador em paralelo com outras mídias também é maior. 61% usam um desktop ou laptop para acessar a internet enquanto assiste à TV. Maioria de 65% são mulheres. 
De acordo com a pesquisa, o público online no Brasil é aberto e receptivo à propaganda digital. 36% acha que anúncios na web incomodam menos e são mais sinceros que em outros canais. 44%, no entanto, acreditam que anúncios de TV ainda são mais marcantes que em outras mídias.
O estudo apontou ainda que as redes sociais estão mais presentes nas classes sociais com menos poder aquisitivo e que um terço das pessoas prefere navegar mais do que qualquer outra atividade. Surpreendentemente, esse número inclui também adultos com mais de 55 anos.




domingo, 20 de maio de 2012

Reforma trabalhista reforça descanso dominical

O acordo assinado [no dia 18] entre o governo [português], os patrões e a UGT estabelece a eliminação do descanso compensatório por trabalho suplementar. Ou seja, trabalhar num sábado passará a traduzir-se apenas num acréscimo de remuneração, que não acumula com um dia de descanso. A medida consta da versão final do "Compromisso para o Crescimento, Competitividade e Emprego", e terá "carácter imperativo". Isto é, os patrões deixarão de ter a opção de escolher entre as duas formas de compensação. Na prática, isso significa que os empregados poderão ser chamados a trabalhar seis dias por semana, até um máximo de 25 vezes no ano (Diário de Notícias).

"Com os bancos de horas agora aprovados, vai ser possível trabalhar até 25 sábados por ano. Se um ano tem apenas 52 sábados e se contarmos com os sábados das férias, concluímos que o descanso no domingo é o único dia que fica garantido", disse à Lusa o secretário geral da CGTP, Carvalho da Silva (Diário de Notícias).

O governo de Portugal e sindicatos fecharam [na terça-feira 17] um acordo sobre um pacote de reformas trabalhistas sob os termos de um plano de resgate econômico patrocinado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) e a União Europeia (UE).

Para obter o apoio da União Geral de Trabalhadores (UGT), uma das maiores centrais sindicais, o governo derrubou uma de suas principais propostas: o aumento de oito para oito horas e meia da jornada de trabalho.

Entre outras medidas, o acordo encurta o período de férias de 25 para 22 dias por ano e elimina quatro feriados nacionais, dois religiosos e dois civis. Além disso, flexibiliza a maneira como as empresas administram as horas extras dos funcionários. Também aumentou de 200 para 250 o limite de horas extras quando a negociação é feita por convenção coletiva. [...]

O primeiro-ministro Pedro Passos Coelho celebrou o acordo, dizendo que “temos hoje uma importante coligação social” em Portugal. Ele agradeceu “a todos aqueles que saem da sua zona de conforto” e encontraram “a abertura necessária” para o acordo. Já o sindicalista Arménio Carlos, da CGTP, disse que o acordo é um “retorno ao feudalismo” que aumentará a a desigualdade e a pobreza” no país.

Portugal é um dos países mais afetados pela crise da dívida na Europa e vem adotando medidas de austeridade para receber um socorro de 78 bilhões de euros (Valor Econômico).

Nota do blog Minuto Profético: "Os sindicatos serão um dos instrumentos que trarão sobre a Terra um tempo de angústia tal como nunca houve desde o princípio do mundo" (Ellen White, Eventos Finais, p. 116).

O tempo de angústia mencionado no texto acima é o de Daniel 12:1. Portanto, a atual crise econômica e todas as "reformas trabalhistas" que forem surgindo ao redor do mundo daqui para frente também evidenciam que a crise final está às portas...

Em tempo: "Após Portugal, agora é a vez de Espanha, França e Itália impulsionarem por profunda flexibilização do mercado de trabalho, alegando que isso é essencial para evitar ainda mais desemprego em meio à deterioração econômica" (Valor Econômico).

"Tanto no Velho como no Novo Mundo o papado receberá homenagem pela honra prestada à instituição do domingo, que repousa unicamente na autoridade da Igreja de Roma" (Ellen White, O Grande Conflito, p. 579).

"A história se repetirá. A religião falsa será exaltada. O primeiro dia da semana, um dia comum de trabalho que não possui santidade alguma, será estabelecido como o foi a estátua de Babilônia. A todas as nações, línguas e povos se ordenará que venerem esse sábado falso" (Eventos Finais, p. 134, 135).

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Pensar em Deus diminui ansiedade ao se cometer erros

Estudo publicado na revista Psychological Science mostra que pensar em Deus reduz o estresse que as pessoas vivenciam ao cometer erros. As informações são do EurekAlert!. Os pesquisadores mediram as ondas cerebrais em uma situação específica - a reação das pessoas ao saber que cometeram erros em um teste. Aqueles que foram preparados com pensamentos religiosos tiveram uma resposta menos proeminente do que aqueles que não os receberam. “Cerca de 85% da humanidade têm algum tipo de crença religiosa”, afirma Michael Inzlicht, que conduziu o estudo ao lado de Alexa Tullett. Ambos são da Universidade de Toronto Scarborough. Os pesquisadores mostraram que, quando as pessoas pensam em religião e em Deus, o cérebro delas responde de uma forma diferente - elas reagem com menos sofrimento e ansiedade após cometerem erros.

Antes de passar por um teste de computador com alto índice de erros, parte dos participantes tinha escrito sobre religião, ou completado um jogo de palavras-cruzadas com termos relacionados a Deus. Os exames mostraram que a atividade cerebral desses voluntários era reduzida no córtex cingulado anterior, área associada à excitação e que gera um alerta quando as coisas dão errado.

O curioso é que ateus reagiram de forma diferente: quando eram estimulados a pensar em assuntos relacionados a Deus, a atividade do córtex cingulado anterior deles aumentava. Os pesquisadores sugerem que, para pessoas religiosas, pensar em Deus pode fornecer uma maneira de ordenar o mundo e explicar eventos aparentemente aleatórios, o que reduz a angústia. Em contrapartida, para os ateus, os pensamentos sobre Deus podem contradizer o sistema de significados abraçado por eles e, assim, causar-lhes ainda mais sofrimento.

“Pensar em religião traz calma quando se está em um incêndio e torna as pessoas menos angustiadas ao cometerem um erro”, diz Inzlicht. Segundo ele, há evidência de que pessoas religiosas vivem mais tempo e tendem a ser mais felizes e saudáveis, mas ainda faltam conclusões mais precisas.

Os ateus, no entanto, não devem se desesperar. Os pesquisadores acreditam que a redução do sofrimento pode ocorrer não apenas quando se pensa na religião, mas quando se fornece qualquer tipo de estrutura para compreender o mundo. Portanto, os ateus poderiam ter se saído melhor no estudo se tivessem sido estimulados a pensar em suas próprias crenças antes de fazer o teste.

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Que viram em tua casa?

O texto de hoje tem uma aplicação interessante de um antigo relato bíblico. O que os “outros” estão vendo em nossa casa?
O rei Ezequias havia adoecido de uma enfermidade grave, mas o Senhor ouvira sua prece e lhe tinha restaurado a saúde. Ao lhe anunciar Isaías que o rei seria o objeto da graça divina, deu-lhe também um sinal: a sombra lançada pelo sol retrocederia dez graus no relógio do palácio. A verdadeira natureza desse prodígio nos escapa, mas aparentemente o fenômeno foi observado na Mesopotâmia distante. Merodaque-Baladã, rei da Babilônia, mandou uma embaixada congratular Ezequias por haver convalescido. Agora, percebe-se que Merodaque Baladã tinha segundas intenções, e seu objetivo principal era alistar Ezequias como aliano em sua oposição à Assíria.
Lisonjeado com a vinda dos mensageiros, Ezequias não hesitou em lhes mostrar todos os seus tesouros e todo o seu arsenal de guerra. Sem o saber, Ezequias estava sendo submetido a um teste; e falhou redondamente. Diz o cronista: “Deus o desamparou, para prova-lo e fazê-lo conhecer tudo o que lhe estava no coração” (II Crônicas 32:31).
A nós também é feita a pergunta pelo mensageiro celeste: estes visitantes que acabam de sair, “que viram em tua casa?”
As casas podem ser divididas em três classes. Primeira: casa em que só se veem coisas: o rico mobiliário, as cortinas vistosas, a prataria impressionante. Tais casas são verdadeiros museus, pouco mais do que isto. Segunda: casas que se veem pessoas. Um chefe de família prepotente ou afável; uma dona de casa prendada ou vaidosa; crianças, que por vezes, dominam o ambiente como pequenos tiranos ou verdadeiros ídolos. E, finalmente, casas nas quais o visitante é impressionado não por coisas ou pessoas, mas pelo clima de paz e piedade que ali reina. São casas de onde o visitante sai reconfortado em sua fé, porque ali respirou a atmosfera do céu.
Numa certa ocasião, os gregos que visitavam Jerusalém se dirigiram a um dos discípulos com um pedido urgente: “Senhor, queremos ver a Jesus” (João 12:21). É possível que, quem nos visite, no íntimo nutra o desejo de “ver a Jesus”. Haveremos de desapontá-lo?
Ezequias perdeu uma magnífica oportunidade de testificar a favor do Deus que lhe concedera uma grande bênção. Cometeremos nós o mesmo erro?
“Que viram em tua casa?”
(Siegfrid J. Schwantes)

15 motivos para orar

 
1 – Para buscar a face do Senhor e conhece-Lo melhor (Salmo 27:8)
2 – Para não olhar para os problemas, e sim para o Senhor (Salmo 121:1)
3 – Para falar com Deus (I Pedro 3:12)
4 – Para se derramar diante dEle (Salmo 142:1-2)
5 – Para apresentar seus pedidos a Deus (Mateus 21:22)
6 – Para ouvir a Deus (Provérbios 8:34)
7 – Para se libertar do sofrimento (Tiago 5:13)
8 – Para resistir a tentação (Mateus 26:41)
9 – Para ser resgatado na angústia (Salmo 107:19)
10 – Para receber a recompensa do Senhor (Mateus 6:6)
11 – Para resistir ao mal (Efésios 6:13)
12 – Para ter alegria (João 16:24)
13 – Para achegar-se a Deus (Isaías 64:7)
14 – Para receber cura emocional (Tiago 5:13)
15 – Para ter paz (Filipenses 4:6-7)
E se você gosta de orar, uma dica final: participe do projeto mundial de oração intercessora. Uns orando pelos outros. Conheça o OROPORVOCE.COM Deixe lá os seus pedidos e ore pelos demais.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Quando a internet vira vício

A edição de segunda-feira, 5, do Link [do jornal Estadão] traz uma pergunta com o tema: A internet está atrapalhando a capacidade de concentração dos jovens ou está deixando essa geração digital mais inteligente que a anterior? Independentemente da resposta, o fato é que todos - crianças, jovens e adultos - passam cada vez mais tempo de seu dia na internet. Como saber quando essa intensa relação com a web deixa de ser saudável e passa a atrapalhar nossa vida, virando dependência? O psicólogo Cristiano Nabuco de Abreu, criador do Centro de Dependência em Internet do Hospital das Clínicas, fala sobre a diferença entre aqueles que usam de forma intensa a internet e aqueles que já viraram dependentes.

Há alguma quantidade de tempo que determina se uma pessoa é uma dependente da internet?

Não, não há. As pessoas me falam “eu passo oito horas por dia navegando, estou viciada?”. Isso não é um critério. As pessoas trabalham, pesquisam e estudam pela internet e por isso precisam passar essa carga de horário conectadas. O que determina se uma pessoa é dependente é quando ela acaba preferindo desenvolver atividades na vida virtual em vez de atividades na vida real.

Como a internet age no cérebro de uma pessoa, de modo que ela se torna dependente?

Não posso falar com muita profundidade desse tema. Sou psicólogo e no Centro nós abordamos os aspectos psicológicos da doença, não os biológicos. Mas claro que me informo sobre o tema. O que se sabe é que do ponto de vista de alteração da neuroquímica existem apenas um ou dois artigos que vão explicar que após nove minutos que uma pessoa está jogando na web, o corpo libera dopamina, um neurotransmissor que faz com que você tenha uma renovada vontade de jogar.

E o que a dependência pode acarretar na vida dessas pessoas?

Além de todos os problemas pessoais que um vício traz, como piora no desempenho escolar e no trabalho, brigas com pais, amigos e namorados, um problema é que a pessoa acaba perdendo a noção do que é real e do que é virtual. Estudando neurociência a gente descobre que as vias neurais que são ativadas quando a gente vivencia algo e quando a gente pensa sobre isso, são muito semelhantes. Então o cérebro não tem como diferenciar o que é imaginado do que é vivido. Por isso ocorre essa confusão entre o que acontece na web e o que acontece na vida real.

Os jovens estão mais suscetíveis à dependência em internet?

Sim. A dependência acontece na população mais adolescente, pois a maturação cerebral, ou seja, um cérebro totalmente desenvolvido, se daria só após os 21 anos. Então essa região onde a nossa testa está localizada, que é chamada de córtex pré frontal, é a sede do pensamento, a sede dos controles dos impulsos. Os jovens ainda não têm essa região plenamente amadurecida, por isso essa população está mais suscetível a essa dependência.

Já tem como dimensionar o problema do vício na internet na sociedade?

Não há um consenso internacional, pois os critérios de cada instituição para verificar isso mudam, mas a estimativa é que 10% dos usuários de internet são dependentes.

terça-feira, 17 de abril de 2012

Li toda a Bíblia em um mês

Quando menino, me apaixonei pela Bíblia. Aos 13 anos consegui ler toda ela em apenas um mês. Leituras de capa a capa foram muitas. Parei de contar depois da vigésima. Nos últimos anos tenho lido a Bíblia em diferentes versões e em cada página é possível encontrar facetas antes não percebidas do grande amor de Deus.
Fiquei encantado com a versão A Mensagem. Oportunamente vou escrever sobre ela. Hoje quero destacar a Bíblia Cronológica, que estou lendo neste ano. Sem dúvida, uma excelente opção para quem quer os assuntos organizados de forma histórica e progressiva.
A primeira grande contribuição para facilitar a compreensão da Bíblia foi do cardeal Caro, em 1236. Foi ele quem dividiu a Bíblia em capítulos. Bem mais tarde, em 1551, depois da invenção da imprensa, Robert Stephen dividiu a Bíblia em versículos.
Agora, organizar a Bíblia cronologicamente é missão quase impossível. “Não existe probabilidade de dois estudiosos elaborarem duas cronologias idênticas da Bíblia. Não há consenso sobre a duração do período dos juízes, a época dos reis, a disposição dos salmos”, explicam os editores da Bíblia Cronológica.
Veja que interessante: O primeiro verso é João 1:1. Depois vem o Salmo 90:2 e, em seguida, Gênesis 1:1. Segundo a cronologia adotada, o primeiro dia da criação aconteceu em 3.976 antes de Cristo. A primeira praga no Egito foi no dia 8 de março de 1.463 antes de Cristo. Os textos proféticos são mesclados com o respectivo cumprimento. Logo no começo do Gênesis você lê Jó. As cartas de Paulo foram ordenadas pela data em que foram escritas. Os evangelhos formam um assunto só, com todos os textos correlatos. Ah, o livro termina com o Apocalipse.
A Bíblia Cronológica está na Nova Versão Internacional, da Editora Vida. Não estou aqui para fazer propaganda do livro nem defender esta ou aquela versão. O objetivo deste post é mostrar a você que a Bíblia é fascinante, sob qualquer versão, seja a de João Ferreira de Almeida ou a de Edward Reese, da Cronológica.
Você já leu a Bíblia hoje? Se você ler de três a quatro capítulos diariamente, em um ano terá lido completamente os 66 livros. Aliás, na próxima semana começa um projeto mundial de leitura da Bíblia. Um capítulo por dia. Até julho de 2015 e o livro sagrado terá sido todo lido. Clique aqui e veja detalhes desse projeto. Envolva-se. Sejam, 1, 2, 3, 4 capítulos por dia, não importa. O que vale é, preferencialmente, começar bem o dia com a Palavra de Deus na mão. Daí ela vai para o coração e você estará fortalecido para enfrentar os embates diários da vida.
Leia a Bíblia e seja feliz!!

Posição da Igreja Adventista quanto ao aborto

Os adventistas desejam lidar com a questão do aborto de formas que revelem fé em Deus como Criador e Mantenedor de toda a vida e de maneiras que reflitam a responsabilidade e a liberdade cristãs. Embora haja diferença de pensamento sobre o aborto entre os adventistas, o texto abaixo representa uma tentativa de prover orientações quanto a uma série de princípios e temas. As orientações estão fundamentadas nos amplos princípios bíblicos, apresentados para estudo no fim deste documento.
1. O ideal de Deus para os seres humanos atesta a santidade da vida humana, criada à imagem de Deus, e exige o respeito pela vida pré-natal. Contudo, as decisões sobre a vida devem ser feitas no contexto de um mundo caído. O aborto nunca é um ato de pequenas consequências morais. Assim, a vida pré-natal nunca deve ser irrefletidamente destruída. O aborto somente deveria ser praticado por motivos muito sérios.
2. O aborto é um dos trágicos dilemas da degradação humana. As atitudes condenatórias são impróprias para os que aceitaram o evangelho. Os cristãos são comissionados a se tornar uma comunidade de fé amorosa e carinhosa, auxiliando as pessoas em crise ao considerarem as alternativas.
3. De forma prática e tangível, a igreja, como uma comunidade de apoio, deve expressar seu compromisso de valorizar a vida humana. Isso deve incluir:
a. O fortalecimento do relacionamento familiar.
b. Instrução de ambos os sexos quanto aos princípios cristãos da sexualidade humana.
c. Ênfase na responsabilidade do homem e da mulher no planejamento familiar.
d. Apelo a ambos para que sejam responsáveis pelas consequências dos comportamentos incoerentes com os princípios cristãos.
e. Criação de um clima seguro para o desenvolvimento de discussões sobre as questões morais associadas ao aborto.
f. Apoio e assistência a mulheres que decidiram prosseguir com uma gravidez problemática.
g. Incentivo e ajuda para que o pai participe com responsabilidade na tarefa de cuidar de seus filhos.
A igreja deve também se comprometer a mitigar os lamentáveis fatores sociais, econômicos e psicológicos que possam levar ao aborto e a cuidar de forma redentiva dos que sofrem as consequências de decisões individuais nessa área.
4. A igreja não deve servir como consciência para os indivíduos; contudo, ela deve oferecer orientação moral. O aborto por motivo de controle natalício, escolha do sexo ou conveniência não é aprovado pela igreja. Contudo, as mulheres, às vezes, podem se deparar com circunstâncias excepcionais que apresentam graves dilemas morais ou médicos, como: ameaça significativa à vida da mulher gestante, sérios riscos à sua saúde, defeitos congênitos graves cuidadosamente diagnosticados no feto e gravidez resultante de estupro ou incesto. A decisão final quanto a interromper ou não a gravidez deve ser feita pela mulher grávida após e devido aconselhamento. Ela deve ser auxiliada em sua decisão por meio de informação precisa, princípios bíblicos e a orientação do Espírito Santo. Por outro lado, essa decisão é mais bem tomada dentro de um contexto saudável de relacionamento familiar.
5. Os cristãos reconhecem que sua primeira e principal responsabilidade é para com Deus. Buscam o equilíbrio entre o exercício da liberdade individual e sua responsabilidade para com a comunidade da fé, a sociedade como um todo e suas leis. Eles fazem sua escolha em conformidade com a Escritura e as leis de Deus em vez de com as normas da sociedade. Assim, qualquer tentativa de obrigar as mulheres, quer a manter ou a interromper a gravidez, deve ser rejeitada como violação à liberdade pessoal.
6. As instituições da igreja devem receber orientações para desenvolver suas próprias normas institucionais em harmonia com este documento. Pessoas que tenham objeções éticas ou religiosas ao aborto não deveriam ser solicitadas a participar na realização do mesmo.
7. Os membros da igreja devem ser incentivados a participar no desenvolvimento das considerações de suas responsabilidades morais com respeito ao aborto à luz do ensino das Escrituras.
Princípios para uma visão cristã da vida
Introdução
“E a vida eterna é esta: que Te conheçam a Ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste” (João 17:3). Em Cristo há a promessa da vida eterna, mas, uma vez que a vida humana é mortal, os seres humanos são confrontados com temas difíceis com relação à vida e à morte. Os seguintes princípios referem-se à pessoa como um todo (corpo, alma e espírito), um todo indivisível (Gn 1:7; 1Ts 5:23).
Vida: nossa dádiva valiosa de Deus
1. Deus é a Fonte, o Doador e o Mantenedor de toda a vida (At 17:25 e 28; Jó 33:4; Gn 1:30; 2:7; Sl 36:9; Jo 1:3, 4).
2. A vida humana tem valor único, pois os seres humanos, embora caídos, são criados à imagem de Deus (Gn 1:27; Rm 3:23; 1Jo 2:2; 3:2; Jo 1:29; 1Pe 1:18, 19).
3. Deus valoriza a vida humana não por causa das realizações ou contribuições humanas, mas porque somos criaturas de Deus e objeto de Seu amor redentor (Rm 5:6, 8; Ef 2:2-6; 1Tm 1:15; Tt 3:4, 5; Mt 5:43-48; Ef 2:4-9; Jo 1:3; 10:10).
Vida: nossa resposta ao dom de Deus
4. Valiosa como é, a vida humana não é a única e última preocupação. O sacrifício próprio em devoção a Deus e aos Seus princípios pode tomar a precedência sobre a vida (Ap 12:11; 1Co 13).
5. Deus nos chama para a proteção da vida humana, e responsabiliza a humanidade por sua destruição (Êx 20:13; Ap 21:8; Êx 23:7; Dt 24:16; Pv 6:16, 17; Jr 7:3-34; Mq 6:7; Gn 9:5, 6).
6. Deus está especialmente preocupado com a proteção do fraco, indefeso e oprimido (Sl 82:3,4; Tg 1:27; Mq 6:8; At 20:35; Pv 24:11,12; Lc 1:52-54).
7. O amor cristão (agape) é a valiosa dedicação de nossa vida para elevar a vida de outros. O amor também respeita a dignidade pessoal e não tolera a opressão de uma pessoa para apoiar o comportamento abusivo de outra (Mc 16:21; Fp 2:1-11; 1Jo 3:16; 4:8-11; Mt 22:39; Jo 18: 22, 23; 13:34).
8. A comunidade crente é chamada a demonstrar o amor cristão de maneira tangível, prática e substancial. Deus nos chama a restaurar gentilmente os quebrantados (Gl 6:1, 2; 1Jo 3:17, 18; Mt 1:23; Fp 2:1-11; Jo 8:2-11; Rm 8:1-14; Mt 7:1, 2; 12:20; Is 40:42; 62:2-4).
Vida: nosso direito e responsabilidade de decidir
9. Deus dá à humanidade a liberdade de escolha, mesmo que isso conduza ao abuso e a consequências trágicas. Sua relutância em forçar a obediência humana requereu o sacrifício de Seu Filho. Ele nos manda usar Seus dons de acordo com Sua vontade e finalmente julgará seu mau uso (Dt 30:19, 20; Gn 3; 1Pd 2:24; Rm 3:5, 6; 6:1, 2; Gl 5:13).
10. Deus convida cada um de nós individualmente a fazer decisões morais e a buscar nas Escrituras os princípios bíblicos que fundamentam tais escolhas (Jo 5:39; At 17:11; 1Pd 2:9; Rm 7:13-25).
11. Decisões sobre a vida humana, do início ao fim, devem ser tomadas no contexto de relacionamentos familiares saudáveis, com o apoio da comunidade de fé (Êx 20:12; Ef 5:6, 12). As decisões humanas devem ser sempre centralizadas na busca da vontade de Deus (Rm 12:2; Ef 6:6; Lc 22:42).
1. Aborto, conforme compreendido neste documento, é definido como qualquer ação que vise a pôr fim a uma gravidez já estabelecida. É diferente do controle de natalidade, que é a intenção de impedir a gravidez.
2. A perspectiva fundamental dessas orientações foi extraída de um extenso estudo da Escritura, conforme demonstrado nos “Princípios para uma Visão Cristã da Vida Humana”, incluídos neste documento.
(Essas orientações foram aprovadas e votadas pela Comissão Executiva da Associação Geral em 12 de outubro de 1992, durante o Concílio Anual realizado em Silver Spring, Maryland, EUA.)

sexta-feira, 30 de março de 2012

O cristão deve presentear com ovos de páscoa?


       
Já havia escrito uma página inteira sobre o assunto quando decidi apagar tudo e fazer uma nova abordagem. Cheguei à conclusão de que, se muitos artigos já abordam o significado da páscoa com base em Êxodo 12, seria mais útil escrever algo sobre dar ou não ovos de chocolate de presente.
Em Filipenses 4:5 recebemos o seguinte conselho: “Seja a vossa moderação conhecida de todos os homens. Perto está o Senhor.” Paulo diz que Jesus está voltando e que uma das maneiras de testemunharmos às outras pessoas sobre Ele é sendo moderados em tudo o que fazemos. Por isso, acredito que esse versículo precisa ser levado em conta nesse tipo de resposta que pretendo dar no artigo.
Sabemos que os ovos de chocolate são usados para sustentar a máquina capitalista.  Todavia, não acredito que isso seja um bom argumento para proibirmos uma simples manifestação de apreço por um filho ou amigo. Afinal, o capitalismo também é sustentado com os computadores e roupas que compramos – e com uma infinidade de outros produtos dos quais fazemos uso. Portanto, deixamos de lado esse argumento.
Também há a questão do cuidado com nossa saúde, que não deve ser passada por alto. Nossa alimentação precisa ser saudável e precisamos nos esforçar para atingirmos essa meta, pois, através de nossa alimentação Deus é glorificado (1Co 10:31). Além disso, com um corpo e uma mente saudável podemos nos comunicar melhor com o Espírito Santo.
O ideal é que nenhum de nós coma qualquer tipo de doce, porém, nem todos têm a mesma facilidade para tomar tal decisão. Por isso, precisamos ter paciência com as pessoas que estão no processo de crescimento. Cada um deve decidir por si quando será o tempo ideal para não comer doce algum.
Alguns farão total abstinência, enquanto que outros usarão doces (incluindo chocolates) em pouca quantidade. Os dois grupos precisam ser respeitados. Afinal, o cristão tem que olhar para a sua própria vida e não para o prato dos outros.
Certo é que, depois de receber algumas manifestações sobre o assunto cheguei à conclusão de que faz menos mal dar um presentinho de páscoa do que encher a boca de críticas e despejar tudo nos outros…
Se Jesus Cristo for o primeiro em nossas vidas, aprenderemos a ser tolerantes com os demais e moderados em nossas opiniões. Encontraremos o equilíbrio necessário para vivermos o cristianismo sem desanimar os outros com atitudes extremistas que não levam a nada.
Desse modo, mesmo que o sacrifício de Cristo por nós deva ser lembrado todos os dias, não deixe a páscoa passar em branco. Poderá usar esse momento para falar ao coração das pessoas que o personagem central do período pascal é o Salvador. Esse é um momento do ano em que todos estão mais sensíveis (assim como no Natal) e não deveríamos perder a oportunidade.
Também não diga aos seus filhos que ganhar um ovinho de páscoa “é algo pagão”. Respeite a sensibilidade das crianças e ensine-as a viver com moderação em tudo aquilo que fazem, para que na fase adulta reflitam melhor o caráter de Deus.
E, não se esqueça de ensinar às crianças que a melhor maneira de celebrarmos a páscoa é participarmos da Santa Ceia (Jo 13; 1Co 11:17-34), como estabelecida pelo Senhor: com a presença do pão sem fermento (símbolo do corpo de Cristo sem pecado), do vinho sem álcool (símbolo do perfeito sangue de Cristo derramado na cruz) e do Lava-pés (símbolo de humildade e de reconhecimento do valor de nosso irmão na fé).
Fale a elas que, quando tiverem idade suficiente para compreenderem melhor o que Jesus fez por cada ser humano, poderão participar da Ceia, até o dia em que Jesus voltará para nos buscar e levar-nos para o lar eterno que Deus preparou para aqueles que O amam:
 “Porque, todas as vezes que comerdes este pão e beberdes o cálice, anunciais a morte do Senhor, até que ele venha.” (1Co 11:26)

quarta-feira, 28 de março de 2012

PENSAMENTOS CONTROLADOS

Controlar os pensamentos, sob a ótica humana, é um desafio quase impossível de ser executado. Porém, a Bíblia, em Filipenses 4:8, revela oito atitudes ou coisas boas que devem ser priorizadas ao pensar – todos os dias.1Tudo o que é verdadeiro. Se você pensar naquilo que é honesto, genuíno, autêntico, preciso e real, não dirá nada falso, incorreto, equivocado ou enganoso.
2Tudo o que é nobre. Se você pensar naquilo que é admirável, de alta qualidade, excelente, magnânimo, superior ou honorável, não dirá nada abjeto, mesquinho, maldoso, aviltante ou vulgar.
3Tudo o que é correto. Se você pensar naquilo que é justo, razoável, reto, apropriado, legítimo, certo, merecido, íntegro, honorável e digno, não dirá nada indevido, parcial, desarrazoado, ilícito ou injusto.
4Tudo o que é puro. Se você pensar naquilo que é limpo, claro, inocente, imaculado, intato ou incontaminado pelo mal, não dirá nada adulterado, contaminado, corrompido, maculado ou profano.
5Tudo o que é amável. Se você pensar naquilo que é agradável, aprazível, atrativo, encantador ou admirável, não dirá nada desagradável, afrontoso, desprezível, repulsivo, deselegante, detestável ou feio.
6Tudo o que é de boa fama. Se você pensar naquilo que é admirável, cativante, recomendável, positivo ou digno de ser repetido, não dirá nada negativo, desanimador ou indesejável, nem espalhará más notícias, fofocas e boatos.
7Tudo o que é excelente. Se você pensar naquilo que é moral, ético, íntegro, virtuoso, bom, impressionante ou correspondente a altos padrões morais, não dirá nada depravado, antiético, corrompido, prejudicial ou imoral.
8Tudo o que é digno de louvor. Se você pensar naquilo que é louvável, admirável, recomendável, valioso, aclamado, aplaudido, glorificado, exaltado, honrado ou aprovado, não dirá nada crítico, condenatório, depreciativo, censurador, pejorativo, reprovador, humilhante ou deprimente.
(Storme Omartian)

PLÁSTICA NO CARÁTER

Se você não guardou a imagem e semelhança de Deus, se você se extraviou, se você se corrompeu, se você se meteu em muitas complicações, se você perdeu o pudor, se você se acostumou com a sujeira, se você é dependente de álcool e droga, se sua vida sexual é contrária à natureza, se você perdeu a graça e a beleza de tudo, se você desceu todos os degraus da degradação, se você se acha perdido, se você se encontra no fundo do poço, se você não tem mais caráter – leia este texto: “Venham, vamos discutir o assunto até o fim! Por mais fundas e feias que sejam as manchas dos pecados que vocês cometeram, Eu posso limpar essas manchas completamente! Vocês ficarão limpos e brancos como a neve que acabou de cair. Mesmo que seus pecados sejam vermelhos como sangue, Eu os deixarei brancos como cal!” (Isaías 1:18, A Bíblia Viva).
Ao contrário do que escreveu o pessimista brasileiro Millôr Fernandes, de que só há plástica no rosto, no seio, nas nádegas, na careca e na papada “e nenhum Pitangui para inventar uma plástica de caráter” – existe, sim, um Deus que faz plástica no caráter. Não há termos de comparação entre Deus e o Dr. Pitangui. Deus conhece o modelo original e o seu grande propósito é transformar não só o caráter, mas o homem todo de glória em glória até ser semelhante a Ele, igual ao corpo glorioso do próprio Jesus (II Coríntios 3:18, Filipenses 3:21 e I João 3:2).
(Em Letras Grandes, Ultimato)